Ação da DIG apreendeu Tirzepatida paraguaia e iPhones na manhã desta quarta-feira (18); suspeita alegou que itens vinham de Foz do Iguaçu
Uma operação realizada na manhã desta quarta-feira, 18 de março de 2026, resultou na detenção de uma mulher de 53 anos no bairro Swiss Park, em Campinas. A ação foi conduzida por policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que interceptaram a comercialização irregular de produtos na região. A suspeita estava em posse de uma grande quantidade de substâncias utilizadas para emagrecimento, cuja venda não é autorizada no país, além de diversos aparelhos eletrônicos sem a devida documentação fiscal, configurando infração penal.
O trabalho de inteligência teve início após a equipe da DIG identificar a venda clandestina de medicamentos injetáveis voltados para a perda de peso em plataformas digitais. Os agentes passaram a monitorar as atividades e flagraram o momento exato de uma negociação em andamento. Durante a abordagem inicial, a mulher foi surpreendida com uma parte dos materiais, o que motivou a continuidade das diligências para averiguar a extensão do estoque armazenado pela investigada em sua propriedade.
Apreensão de substâncias sem registro
Na sequência da abordagem, os investigadores realizaram uma busca minuciosa na residência da envolvida, onde localizaram o restante dos itens. O saldo final da operação contabilizou a apreensão de 145 frascos do emagrecedor injetável Tirzepatida, da marca TG. Este produto é fabricado no Paraguai e não possui registro na agência reguladora brasileira, tornando sua comercialização proibida em território nacional. Além dos medicamentos, foram recolhidos 21 aparelhos celulares iPhone novos, que também faziam parte do esquema de vendas interceptado pela polícia.
Ao ser questionada pelas autoridades policiais sobre a procedência de todo o material encontrado em sua posse, a mulher alegou que “os produtos eram trazidos por sobrinhos dela, provenientes da região de Foz do Iguaçu“. Diante dos fatos apresentados e da materialidade do delito, o caso foi enquadrado no artigo 273 do Código Penal, que trata de crimes contra a saúde pública. A infração é considerada grave pela legislação vigente e é classificada como inafiançável, impedindo a liberação provisória mediante pagamento.
Encaminhamento ao sistema prisional
A operação foi coordenada pelo delegado Marcel Fehr, responsável pela unidade especializada. O medicamento apreendido é conhecido popularmente por ser utilizado no tratamento de diabetes e para controle de peso, mas a versão encontrada não possui autorização legal para circulação no Brasil. Após a formalização do flagrante na delegacia, a mulher foi transferida para a cadeia feminina de Paulínia, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário para o andamento do processo legal e as devidas audiências de custódia.
Contexto Nacional
O caso de Campinas se insere em um cenário preocupante de crescimento no contrabando de emagrecedores injetáveis no Brasil. Nos últimos meses, operações semelhantes foram registradas em Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná, todas envolvendo medicamentos à base de tirzepatida ou semaglutida de origem paraguaia, vendidos pela internet a preços bem abaixo do mercado oficial.




