O custo da cesta básica em São Paulo apresentou leve alta de 0,31% no mês de fevereiro de 2026, segundo levantamento da Fundação Procon-SP, realizado em parceria com o Dieese. Apesar do aumento moderado, alguns produtos essenciais registraram elevações expressivas, impactando diretamente o bolso do consumidor.
De acordo com a pesquisa, o valor médio da cesta passou de R$ 1.277,11 no fim de janeiro para R$ 1.281,04 em 27 de fevereiro, refletindo variações em diferentes categorias de produtos.
Ovos lideram alta e chamam atenção
Entre os itens que mais pesaram no aumento está o ovo. A dúzia registrou um salto significativo, passando de R$ 9,56 para R$ 10,44, o que representa uma alta de 9,21% em apenas um mês.
Segundo o Procon-SP, o avanço é explicado por maior volume de exportações e aquecimento da demanda interna, fatores que reduziram a oferta no mercado interno. No acumulado do primeiro bimestre, o produto já apresenta alta de 3,98%.
Outros vilões: extrato de tomate e feijão
Outro item que teve aumento relevante foi o extrato de tomate, com alta de 8,78%, passando de R$ 4,33 para R$ 4,71. O principal motivo foi o impacto das chuvas, que prejudicaram a qualidade dos tomates.
O feijão também apresentou elevação importante: o quilo subiu de R$ 6,19 para R$ 6,58, registrando alta de 6,30% no mês. A pressão nos preços está ligada à oferta reduzida, dificuldades na colheita e menor produção em comparação com 2025.
Produtos de limpeza puxam maior impacto
Na divisão por grupos, os dados mostram que:
- Alimentação teve leve alta de 0,06%
- Limpeza avançou 2,46%, sendo o maior impacto do mês
- Higiene pessoal subiu 1,39%
Mesmo com o destaque para alimentos, foram os produtos de limpeza que mais contribuíram para o aumento geral da cesta básica em fevereiro.
Quedas expressivas em alguns alimentos
Apesar das altas, alguns itens registraram forte queda no comparativo anual. Entre os destaques estão:
- Alho: -36,94%
- Arroz (pacote de 5 kg): -35,87%
- Cebola: -21,25%
Essas reduções ajudaram a equilibrar o custo total da cesta ao longo dos últimos meses.
Acumulado ainda aponta queda
Mesmo com a alta registrada em fevereiro, o levantamento aponta que:
- No acumulado de 2026, há leve queda de -0,38%
- Nos últimos 12 meses, a redução chega a -6,25%
Ou seja, o custo da cesta básica ainda apresenta recuo no longo prazo, apesar das oscilações mensais.
Monitoramento é essencial para o consumidor
Os dados reforçam a importância de acompanhar constantemente os preços dos itens essenciais. O levantamento permite maior transparência sobre o comportamento do mercado e auxilia no planejamento financeiro das famílias, especialmente em um cenário de variações frequentes causadas por fatores como clima, oferta, demanda e custos de produção.




